Notícias

Procuradoria Geral Eleitoral apresenta parecer contrário ao recurso de Marcelo Lelis

quarta-feira, 26 de agosto de 2015
Postado por Gabriela Rollemberg Advocacia

A Procuradoria Geral Eleitoral (PGE) emitiu parecer na quinta-feira, 20, opinando pelo não acolhimento do recurso especial de Marcelo Lelis (PV) e Cirlene Pugliesi (PMDB) contra o acórdão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que, por maioria, negou recurso ordinário dos mesmos e manteve a condenação por abuso de poder econômico nas eleições municipais de 2012 e a sanção de inelegibilidade.

Conforme o relatório assinado pelo vice-procurador geral eleitoral, José Guilherme de Aragão, o recurso especial sustenta que o acórdão proferido pela Corte regional feriu a Lei Complementar 64 de 1990, argumentando que, para adquirir relevância jurídica apta a aplicar inelegibilidade, o abuso de poder econômico deve ostentar gravidade suficiente para vulnerar o equilíbrio da disputa, o que segundo Marcelo Lelis e Cirlene Pugliesi não teria ocorrido, já que perderam o pleito por uma diferença de 7.700 votos. Os dois também não consideram a contratação de 3,5% do eleitorado como abusiva, devido às proporções da Capital do Tocantins.

Apesar da argumentação dos recorrentes, José Guilherme de Aragão entende que o recurso especial eleitoral “não comporta admissão”. O vice-procurador embasa o parecer em súmulas do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que indicam que o simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Ao recorrer, Marcelo Lelis e Cirlene Pugliesi não apresentam novas evidências ou contesta aquelas analisadas pelo TRE.

Decisão do TRE
Para sancionar a inelegibilidade de Marcelo Lelis e Cirlene Pugliesi por abuso de poder econômico nas eleições municipais de 2012, o Tribunal Regional Eleitoral argumentou que o total de gastos de campanha no valor de R$ 8.299.917,43 - somados aos R$ 3.803.626, 09 com cabos eleitorais e R$ 399.699,70 com combustível - para o município com as dimensões de Palmas é abusivo.

A corte regional também considerou excessivo a contratação de cerca de 5 mil cabos eleitorais, cerca de 3,5% do eleitorado da Capital, e defendeu que eventual licitude na arrecadação e na aprovação das contas não afastam o abuso de poder econômico.

Defesa
Em breve comentário ao CT, Marcelo Lelis afirmou que esperava o parecer contrário, por entender ser uma “tendência” da Procuradoria Geral Eleitoral, entretanto considerou positiva a rápida manifestação do órgão. “Isto é bom para nós”, disse.

O advogado do presidente estadual do Partido Verde, Marcelo Cordeiro, disse que a Procuradoria Geral Eleitoral “está enganada” ao afirmar que o recurso especial visa reexaminar as provas analisadas pela corte regional. “Não queremos isso”. A defesa explica que a intenção é fazer com que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgue a matéria do direito. “O queremos que o TSE julgue se este percentual de gastos significa abuso de poder econômico ou não. Nós entendemos que foi razoável, tanto é que não interferiu. Não existe contestação das provas”, disse.

A expectativa de Marcelo Cordeiro é que o Tribunal Superior Eleitoral acolha o recurso especial, independente do parecer contrário da procuradoria, e que mude a decisão proferida pela corte regional.

 

Acesso em: 26/08/2015
Leia notícia completa em:
Cleber Toledo
www.clebertoledo.com.br

Categoria(s): 
,
Tag(s):

#GRAinforma

Notícias relacionados

sex, 12 de dezembro de 2014

TRE/MG desaprova contas de candidato eleito a governardor

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais desaprovou, na sessão desta quinta-feira (11), a prestação de contas de campanha do […]
Ler mais...
qui, 09 de abril de 2020

RN, MT e SE podem usar parcelas da dívida com a União no combate à pandemia de Covid-19

Fonte: STF O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu por 180 dias o pagamento das parcelas […]
Ler mais...
ter, 17 de julho de 2018

Município tem legitimidade para mover ação civil pública contra banco, afirma STJ

O município possui legitimidade ativa para proteger os direitos individuais homogêneos em ação civil pública contra um banco. Esse foi […]
Ler mais...
seg, 01 de agosto de 2022

Lewandowski mantém regras do TSE sobre repasse de recursos do Fundo Partidário

Fonte: Conjur A vedação do repasse de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) […]
Ler mais...
cross linkedin facebook pinterest youtube rss twitter instagram facebook-blank rss-blank linkedin-blank pinterest youtube twitter instagram