Notícias

Partidos são proibidos de veicular foto do Presidente em suas campanhas eleitorais

terça-feira, 27 de setembro de 2022
Postado por Gabriela Rollemberg Advocacia

Fonte: TRE SC

Na sessão extraordinária de sexta-feira (9), o Pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), por maioria de votos (4 contra 3), acompanhou a juíza auxiliar Ana Grasso que, na sessão do dia 6, havia votado pela proibição de que as propagandas eleitorais dos partidos União Brasil, Partido Social Democrático (PSD) e Patriota veiculem foto do Presidente da República e candidato à reeleição pelo Partido Liberal (PL), Jair Bolsonaro, em suas campanhas para as Eleições de 2022.

O caso veio à baila quando a relatora desproveu os recursos interpostos pelos representados Júlio Garcia (candidato a deputado estadual), José Cláudio Caramori (candidato a deputado estadual), Marlene Fengler (candidata a deputada federal), Raimundo Colombo (candidato a senador), todos pertencentes ao PSD, pela coligação Bora Trabalhar (composta pelos partidos União Brasil, PSD e Patriota) e por Gean Loureiro (candidato ao governo pelo União Brasil) por propaganda eleitoral em que apareciam juntos com o Presidente da República Jair Bolsonaro, candidato à reeleição e não pertencente à coligação patrocinadora da publicidade. Para a juíza, “a propaganda irregular afirma ‘este é o nosso time’, causando confusão no eleitor para angariar votos, dando a entender que há uma coalizão com o Presidente”.

A referida publicidade foi postada no stories da rede social Instagram, cuja duração é de 24h, mas a relatora explicou que deferiu a liminar no sentido de restrição da propaganda irregular, já que houve repostagem pelo representado Júlio Garcia, e pela retirada, caso o artefato publicitário ainda estivesse na Internet. Nessa linha de raciocínio, a juíza afastou a preliminar de ilegitimidade passiva porque entendeu que “mesmo não havendo prova de autoria ou do conhecimento da elaboração da propaganda irregular, os recorrentes certamente se beneficiaram dela”. Do mesmo modo, afastou a prefacial de inépcia da inicial “porque o fato de não estar mais disponível a URL relativa à propaganda em comento não significa que não tenha existido”, concluiu.

Para a juíza auxiliar, que manteve incólume a sentença prolatada, julgando procedente a Representação ajuizada pelo Partido Liberal de SC e confirmando a decisão liminar anteriormente proferida, “essas ilações preliminares mascaram toda uma situação processual em que todos querem fazer veicular essa propaganda. É prática que não se coaduna com a legislação que rege a matéria, notadamente o art. 242 do Código Eleitoral”.

O juiz do Pleno Marcelo Meirelles abriu divergência por entender que se deve preservar a manifestação da liberdade de expressão. No entendimento dele, só há proibição de participação ativa deliberada, mas que somente o uso da imagem de filiados a outros partidos não é vedado.

No mérito, acompanharam a divergência os juízes da Corte Alexandre d’Ivanenko e  Paulo Afonso Brum Vaz e julgaram com a relatora os juízes Jefferson Zanini e o presidente Leopoldo Brüggemann, que declarou em seu voto “para mim trata-se de fake news e estamos em um momento de luta no combate à desinformação”. Na sequência, o julgamento foi suspenso pelo pedido de vista do juiz Zany Estael Leite Júnior.

Na sessão extraordinária, em seu voto-vista, o juiz Zany desempatou a votação, citando que em 2007 a Justiça eleitoral, por meio de uma decisão corajosa e pioneira decidiu que a fidelidade partidária não é letra morta na legislação, devendo ser coibida, inclusive por meio da cassação de mandatos eletivos de parlamentares infiéis. “Seria um paradoxo, portanto, esta mesma Justiça eleitoral permitir uma infidelidade flagrante, que é o fato de um candidato a governador de um partido simplesmente ignorar a sua candidata à Presidência da República ao exibir material de propaganda de outro candidato à Presidência de partido diverso, que sabidamente goza de grande percentual de votação no nosso Estado”, enfatizou.

A íntegra do processo pode ser consultada através do link: 0601624-91.2022.6.24.0000

Por Renata Queiroz

Assessoria de Comunicação Social do TRE-SC

Categoria(s): 

#GRAinforma

Notícias relacionados

qua, 05 de junho de 2019

PGFN firma acordo para desistir de recursos de execução fiscal no STJ

Fonte: Conjur - www.conjur.com.br O Superior Tribunal de Justiça e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional firmaram acordo para reduzir o número de […]
Ler mais...
sex, 31 de janeiro de 2020

32% dos empreendedores negros já tiveram crédito negado sem explicação

Fonte: JB No auge de sua agência de comunicação, o empresário Sergio All, 45, percebeu que a tecnologia evoluía constantemente […]
Ler mais...
ter, 21 de agosto de 2018

Eleições 2018: PGR reafirma constitucionalidade de cota para candidaturas femininas

Em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, voltou a defender a constitucionalidade das […]
Ler mais...
sex, 08 de fevereiro de 2019

Projeto pune dirigente responsável por suspensão de repasse do Fundo Partidário

O dirigente de partido político que tenha cometido irregularidade grave e que tenha levado ao seu enriquecimento ilícito ou a […]
Ler mais...
cross linkedin facebook pinterest youtube rss twitter instagram facebook-blank rss-blank linkedin-blank pinterest youtube twitter instagram